O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4/8) a abertura de um terceiro inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão atende a um pedido feito pela Polícia Federal.
O novo inquérito apura suspeita de tráfico de influência: segundo a PF, Lulinha teria usado o parentesco com o presidente para ajudar uma empresa de tecnologia a obter contratos de R$ 81,1 milhões com o governo federal. O caso envolve também a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, e chegou a Dino por sorteio, já que os dois inquéritos anteriores contra Lulinha — sobre cannabis medicinal e sobre a Dataprev — estão sob relatoria do ministro André Mendonça.
Além disso, Dino autorizou a abertura de um segundo inquérito para apurar possíveis vazamentos ilegais de informações sigilosas ligadas às investigações, atendendo a pedido feito pela própria defesa de Lulinha.
Procurada, a defesa não se manifestou especificamente sobre a nova investigação, mas já negou irregularidades anteriormente e sugeriu haver motivação política por trás dos inquéritos. Na semana passada, Lula afirmou publicamente que o filho não terá privilégios e precisará provar sua inocência caso seja acusado.























